Cooperativa festejou o aniversário com a renovação de lideranças, a valorização feminina e as perspectivas positivas para os mercados de carnes e lácteos
Giovane Weber
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A Dália Alimentos completou 78 anos de história em junho, com um evento realizado na Sociedade Cultural, Recreativa e Esportiva da Cosuel (Screc). A celebração também marcou a recondução de Gilberto Antônio Piccinini à presidência do Conselho de Administração para o ciclo 2025/2029, função que exerce desde 1996.
“É uma imensa alegria e, sobretudo, uma honra representar esta cooperativa junto a este qualificado grupo de conselheiros eleitos”, destacou Piccinini, que aproveitou para agradecer aos conselheiros que encerraram sua gestão. Em especial, citou Belquer Ubirajara da Silva Lopes, Silvano Berté e Gilmar Antônio Alba, reconhecendo a relevância do trabalho deles no processo de sucessão.
Uma vez conselheiros, sempre conselheiros. Continuam sendo lideranças fundamentais para a Dália.”
Mulheres que conquistam
A Dália lançou oficialmente o programa “Dália, Mulheres que conquistam”, voltado a ampliar a participação feminina no quadro social e nas atividades da cooperativa. Durante o evento, três novas associadas formalizaram sua entrada na instituição: Ivete Canei Zanuzzo (Região Serra Planalto), Liege Schweikart (Região Vale do Rio Pardo) e Lídia Pappen (Região Vale do Taquari Oeste).
Perspectivas de mercado
O vice-presidente Executivo, Igor Estevan Weingartner, apresentou uma análise dos mercados de carnes e lácteos, destacando o momento positivo para a proteína suína. Segundo ele, os dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram um crescimento expressivo nas exportações de carne suína e de frango, impulsionado por novas habilitações internacionais e pelo equilíbrio entre oferta e demanda.
“O setor mantém produção estável, com recordes sucessivos de exportação, o que reduz a oferta no mercado interno e sustenta preços em patamares adequados. Paralelamente, os custos de produção, principalmente do milho e do farelo de soja, estão estáveis e devem cair no segundo semestre.”
Weingartner também relembrou o período de crise vivido entre 2021 e 2023, atribuído ao aumento dos custos de produção. Hoje, com os preços dos insumos voltando a níveis históricos — R$70,00 a saca de milho e R$1.800,00 a tonelada de farelo de soja —, a margem de operação tornou-se positiva.
Fatores adicionais também reforçam o cenário otimista: o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, a retração das exportações europeias e a elevação da demanda global. Além disso, o consumo interno de carne suína e de frango cresce em função da alta dos preços da carne bovina.
Avicultura e lácteos
No setor avícola, o dirigente ressaltou a estabilidade na produção e projetou que, até 2030, o consumo de carne de frango deve ultrapassar o de carne suína, especialmente, pelo menor custo. Porém, alertou que a gripe aviária segue como ameaça à sanidade da produção: “Um único foco em granja comercial pode comprometer a rentabilidade e a estabilidade de toda a cadeia produtiva.”
Já no segmento lácteo, Weingartner destacou a forte volatilidade do mercado. Mesmo em período de entressafra, há excesso de produção em relação a 2024 e aumento das importações de leite em pó de países vizinhos, o que dificulta o repasse de custos.
Como resposta, a Dália adotou a estratégia da diversificação, fortalecendo a produção de leite UHT, leite em pó e queijos, com o objetivo de equilibrar a oferta e reduzir os impactos da oscilação de preços ao consumidor.

